sexta-feira, 14 de maio de 2010

Florença

As fotos de florença :

Olha o tamanho do salão do Palácio Vecchio!!!

Estátuas de Davide Netuno, tendo ao fundo a esquerda o Palácio Vecchio e a direita a Galeria Uffizi


Ponte Vechia vista da galeria Uffizi:


Vista do conjunto do Duomo: catedral torre de sinos e batistério. Tive que tirar as fotos na vertical: as ruas são apertadas mas o visual é magnífico.

Detalhe de cena da Porta do Paraíso, no batistério do Duomo. Nessa cena está retratada a entrega da tábua com os 10 mandamentos.




Ju em frente à catedral Duomo



quinta-feira, 13 de maio de 2010

5 anos depois...

Quando vim a Pisa com meu amigo Ricardo, em 2005, recebemos um ticket de estacionamento que mais parecia uma peça de jogo. Em 2010 os tickets verdes continuam na ativa...

2010

2005

Um hotel em Positano

O Hotel San Pietro é uma das joias de Positano. Fica encravado na rocha, margeando a encosta.

Resolvemos parar para tomar um café. Estava frio e chuvoso. A vista é maravilhosa, os jardins fantásticos, muitíssimo bem cuidados e faziam um conjunto lindo com o visual. Não demos muita sorte: pegamos esse tempinho nublado mas a experiência valeu a pena, aproveitamos essa vista marvilhosa, com um machiato dopio para acompanhar!


Parla!!!!

Ser entendido em italiano não é difícil. Basta falar português com sotaque e caprichar no gestual. Olha só como os Italianos conversam: não dá para entender o que falam só pelas mãos?

(E olha a Ju disfarçando para eu poder filmar a conversa!!!)

O que faltou e dicas para nossa próxima viagem

Último dia na Toscana...

Tudo ótimo, as coisas deram super certo, aniversário da Ju show de bola, mas sempre fica alguma coisa para ver... E é ótimo: boa razão para voltar!

Das coisas que faltaram acho que vale destacar:

1- Visita ao Castello de Ama

O Chianti , na verdade é um vinho decadente e desprestigiado. Basta ver os barris em que envelhecem: tudo velho e cansado... E a denominação de origem ainda exige que o sangiovese prevaleça, sem permitir melhorar o corte com uvas não autóctonas. Uma canseira tradicionalista. O Castello de Ama produz chiantis cuidadosamente fabricados e seus cortes estão entre os mais premiados vinhos da italia. Adicionalmente à qualidade superior, anualmente a vinícola convida os artistas contemporâneos mais em voga para construir uma obra de arte na propriedade. São 10 até agora, incluindo Anish Kapoor, Louise Bourgeois, Kendell Gerrs e Nedko Solakov.

Uma pena, tentamos agendar mas a visita ocorre duas vezes por semana em datas que não conseguimos conciliar... Para a próxima:

http://www.castellodiama.com/index.php


2 - Entrar na catedral de Florença e no Duomo e visitar os 64 museus faltantes da cidade

Florença é a meca do turismo na Toscana. Vir aqui e não ir a Florença é muito, muito pior do que ir a Roma e não ir ao Vaticano. É praticamente como se você não fosse. As filas são intermináveis, os turistas parecem ser a única essência da cidade e Florença acaba sendo uma profusão de sotaques, estilos de vestir, cores e figuras diferentes. C0mo Ju e eu já conhecíamos Florença, optamos por ficar em Siena (sabiamente) e aproveitar apenas um dia em Florença para rever nossos locais prediletos. Queríamos rever o David de Michelangelo, pela técnica incrível de reprodução perfeita do corpo humano e o nascimento de Venus de Boticelli, que além da técnica, tem um tema maravilhoso, com um dos rostos feminimos mais bonitos e sensíveis do renascimento. Deu para ir porque conseguimos comprar as entradas com reserva para o mesmo dia em que adquirimos.




Mas não deu tempo de ir em tudo... Paramos na porta do batistério do Duomo as filas estavam gigantescas e é um mico ficar na chuva esperando para entrar. Ficou para a próxima...

3 - Visitar a Sassicaia

Em 1968, depois de quarenta anos brigando para distinguir o terroir da zona marítima da Toscana perto de Bolgheri, como uma das melhores do mundo para o Cabernet Sauvignon, Mario Rocchetta colocou a primeira safra do Sassicaia a venda. Não foi fácil: o paladar de toda a Itália acostumado com o gosto amendoado do Sangiovese associado aos vinhos da Toscana, demorou para acreditar que uma uva de fora com a intensa cor e o sabor persistente dos Cabernet pudesse ser a melhor interpretação daquele solo.

Inspirado no clima de Graves, Mario Rocchetta criou o Sassicais e os Super Toscanos, vinhos maravilhosos, cujo único compromisso é colocar dentro da garrafa o melhor conteúdo possível. A visita à vinícola San Guido ocorre uma vez por semana e precisa ser agendada com muita antecedência. Para os interessados: o tel é 056 762003. Não adianta por e-mail: nós tentamos...


4 - Ir a praia

Maio era para estar quente mas esse ano não está. E praia também não é exatamente da forma com que estamos acostumados a ver no Brasil. Aqui a maioria das praias boas são privadas e há locais em que a proximidade do mar é curtida de outra forma... A ilha de Capri é uma cidade de veraneio há mais de 2000 anos e no entanto não tem praias de areia... A costa Amalfitana tem vistas maravilhosas, mas... praias de seixos. E nossa melhor alternativa era aqui em Castagneto Carducci, mas com 15 graus de temperatura no máximo, não vai rolar!!

5 - Visitar outras cidades especiais da Toscana.

Fomos a Siena, Florença, San Giminiano, Volterra, Rada e Gaiole in Chiantti, Montalcino, Lucca, Pisa, Bolgheri e Castagneto Carducci. Foi ótimo, adoramos cada lugar e apesar de terem coisas em comum cada burgo é uma história. Cada cidade tem algo único e especial. Mas não vimos tudo... Uma cidade por exemplo que faltou foi Pienza. Também não fomos na Ilha de Elba, mas amanhã se o tempo ajudar vamos tentar ir!

6 - Aula de culinária

É quase impossível comer mal na Itália. Quisemos aprender esse segredo, mas antes de chegar aqui, não encontramos escolas que se dispusessem a nos receber por 1 ou 2 dias e que fossem minimamente confiáveis. Descobrimos uma no último dia de Siena. Era ótima, ideal para nós, quase em frente a fonte da Catedral de Santa Catarina. E a Lella parecia ótima!

http://www.scuoladicucinadilella.net/

Mas já estávamos de saída de Siena. Vai ficar para a próxima

7 - Caçada de trufas em San Miniato

As trufas são um clássico na Toscana. São fungos, que nascem nas florestas e exigem auxílio de porcos ou cães que auxiliam a encontrar pelo faro onde estão. A procura de trufas é praticamente uma caçada , um evento que nos faz entrar na floresta e tentar encontrar, enterrado no meio das raízes de carvalhos e olmos as deliciosas trufas.

Não conseguimos viabilizar nessa viagem... Mas na próxima vez, quem sabe...

8 - Visitar uma vinícola em Montalcino

Brunello ou "brunette" foi como o Marques de Biondi Santi primeiro chamou seus vinhos intensos, densos e longos. São precisos pelo menos 8 anos para que um Buunello de Montalcino esteja pronto para beber. Tentamos várias vezes por e-mail orquestrar essa visita. Sem sucesso... Queríamos muitos ir na Casanova di Neri, meu brunello preferido, a quem foi apresentado pela minha querida amiga Mary, Mas não deu... Outras boas dicas de vinícolas na região com excelentes vinhos são: Francheschi, Poggio Salvio e os traficionais do Marchesi Antinori.

Reino Animal

Não é por que você está acostumado a ver cardápios em italiano nas cantinas, que está apto a pedir corretamente o que comer - principalmente se for carne.

Aprendi a lição quando pedi uma bracciola de maiali e recebi um lombo de porco grelhado (sempre achei que bracciola fosse tipo um bife a rolê da Italia...).


Portanto, segue uma listinha básica de sobrevivência:


maiali -porco (maialino é o leitão)
agnello - carneiro
galeto - frango
cognilio - coelho
manzo - carne de vaca (mas não sei qual exatamente ainda)
piccione - pombo
stracotto - bife
chianino - raça da vaca
antara - pato
pici - não é peixe - é um tipo de macarrão (um spaghetti grande)


E o meu preferido desses tempos é o chingiale - javali. Os dois pratos que comi de javali estavam uma delicia!


Chingiali na natureza...



Fonte do Chingiali...

Chingiali no prato...


domingo, 9 de maio de 2010

O restaurante errado ou Decadance avec Elegance - uma visão da Europa

Um fato curioso aconteceu conosco em Sorrento: por alguma razão fomos ao restaurante errado. Apesar de um pouco desapontados no início, afinal, tínhamos até feito uma reserva, a experiência no restaurante errado (que era todo pomposo) foi ótima...

Nossa reserva era no Don Alfonso, restaurante indicado no guia "1000 lugares para conhecer antes de morrer", com indicações precisas de procurar o maitre Mario.
Pois bem, chegada a hora da reserva nos dirigimos ao que pensávamos ser o Don Alfonso, mas descobrimos ser o restaurante do também indicado Hotel Excelcior Vittoria.

Resolvemos ficar por lá mesmo, e tivemos um jantar ótimo, mas algumas coisas peculiares:

Na entrada do hotel e do restaurante nos perguntaram diversas vezes se tinhamos reserva - parecia que o restaurante estava lotado oua muito concorrido/exclusivo. Como respondemos sempre que sim, fomos entrando... Acontece que obviamente nao tinhamos reserva e o restaurante estava com 3 mesas ocupadas (de um total de umas 15...)

O restaurante (e o hotel) era muito elegante, tudo tudo de muita prata - esse saleiro abaixo pesava quase 1 kg - e mesmo no meio de tanta elegancia, achamos uma peça cafona: a vela era fake - era de plastico e tinha um pavio em cima.... vai entender...


Apesar de toda essa aura de exclusivo, o restaurante estava vazio, e as mesas ocupadas deviam ter a idade média de 70 anos. Não deixa de ser uma visão da Europa em crise - tudo lindo, bem feito, elegante, mas também com um certo ar de decadencia...

E claro, a comida estava ótima, com destaque para a Lasagna de Aspargos abaixo.